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terça-feira, 5 de outubro de 2010

Jader Barbalho é eleito para o Senado pelo Pará, mesmo impugnado com base na Lei da Ficha Limpa

Com 100% das urnas apuradas, o senador Flexa Ribeiro (PSDB) foi reeleito para o Senado pelo Pará, com 67,73%, segundo o Tribunal Regional do estado. Para a segunda vaga, o mais votado foi o deputado federal Jader Barbalho (PMDB), com 67,06%, mas sua candidatura foi impugnada com base na Lei da Ficha Limpa.
A terceira maior votação foi do deputado federal Paulo Rocha (PT), com 64,59%. Ele também foi barrado por ser um "ficha suja". O Supremo Tribunal Federal ainda não decidiu se essa nova lei valerá para esta eleição. Em quarto, ficou Marinor Brito (PSOL), com 27,11%.
Considerado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) "ficha suja", e, portanto inelegível, Barbalho tinha, com 0,8% das urnas faltando ser apuradas, 1.776.849 votos. O senador tucano Flexa Ribeiro, primeiro colocado, tinha 1.807.102.
Apesar disso, na contabilidade oficial do tribunal, o total de votos do peemedebista aparecia zerado.
O deputado federal Paulo Rocha (PT), outro "ficha suja", chegou em terceiro lugar na corrida ao Senado no Pará, com mais de 1.711.360 votos.
Antes das decisões judiciais contrárias a Rocha e a Barbalho, ambos lideravam as pesquisas eleitorais.
Rocha admitiu que a insegurança em relação à candidatura teve um impacto negativo sobre sua campanha.
A situação legal dos candidatos barrados na lei da Ficha Limpa ainda será decidida pelo Supremo Tribunal Federal.
Jader renunciou ao mandato de senador em 2001 para não ser cassado. Ele era acusado de desvio de dinheiro da Sudam, fraudes no Banpará e irregularidades na emissão de títulos da dívida agrária. Depois disso, ele se elegeu duas vezes deputado federal.
Já Paulo Rocha renunciou ao mandato de deputado federal em 2005, por causa do escândalo do mensalão. O objetivo também foi evitar a cassação. Em 2006, ele foi eleito deputado federal. Já Flexa Ribeiro foi preso em 2004, na Operação Pororoca, da Polícia Federal, acusado de fraudar licitações.

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