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quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Pedido de impeachment contra prefeito de Manaus será feito na segunda (28)


O vereador Joaquim Lucena (PSB) afirmou a reportagem do acritica.com que não existe a menor possibilidade do parlamentar recuar da decisão de apresentar um pedido de impeachment contra o prefeito de Manaus Amazonino Mendes (PTB) em função do episódio ocorrido na última segunda-feira (21), quando se desentendeu com uma moradora de área de risco na comunidade Santa Inês, zona Norte de Manaus. O caso ganhou repercussão nacional  e autoridades do Estado do Pará exigem que Amazonino peça desculpas pelo tratamento dado à moradora paraense.
Lucena garantiu que até a próxima segunda-feira (28) estará encaminhando à Corregedoria da Câmara Municipal de Manaus (CMM) o pedido de impeachment do prefeito.
Lucena explicou que o pedido será embasado no artigo 81 da Lei Orgânica do Município (Loman)  que trata da responsabilidade do prefeito. Em um dos incisos da legislação, o prefeito pode ser processado em caso de agir de modo incompatível com a dignidade e decoro do cargo.
 “O mínimo que o prefeito pode fazer agora é pedir desculpas e até agora não fez. O Amazonino expôs a cidade, desrespeitou a todos e com isso agiu de modo incompatível com a sua função”, disse Lucena.
Na Câmara, o pedido será relatado pelo corregedor da Casa, vereador Wilton Lira (PTB) que após parecer encaminhará o processo ao plenário da CMM para votação pelo deferimento ou não do pedido.
A secretária particular de Amazonino, Carina Queiroz informou ao acritica.com que  o prefeito não tem despachado em seu gabinete, no entanto, segundo ela, Amazonino estaria andando pelas ruas de Manaus. A secretária municipal de Comunicação Celes Borges  não soube informar se o prefeito pedirá ou não desculpas às autoridades paraenses. Céles não informou quais bairros o prefeito estaria visitando.
 “Irei à casa dele amanhã (quinta-feira) porque tenho coisas para despachar com ele (Amazonino), mas ainda assim estou aguardando ele convocar”, disse a secretária.

Corrupção, compra de votos...
O prefeito de Manaus tem outras pendências na Justiça. Após discussão com uma moradora de invasão que colocou o nome dele nas manchetes nacionais, Amazonino Mendes agora vive a expectativa de ser retirado da prefeitura de Manaus por corrupção.

Já está desde esta terça-feira (22) na mesa do ministro Marcelo Ribeiro, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o recurso especial movido pela Procuradoria Eleitoral do Amazonas contra o prefeito Amazonino Mendes e o ex-vice-prefeito de Manaus - e atual deputado federal - Carlos Souza (PP), por compra de votos, em episódio que inclui distribuição de combustível durante a eleição de 2008.
Conforme dados do site do TSE, o recurso está concluso para que o relator declare voto a favor ou contra a cassação do registro de candidatura de Amazonino e Carlos Souza, bem como de seus respectivos diplomas.

Inquérito civil
Para completar a semana de Amazonino, ele também terá de enfrentar uma representação feita pela senadora Marinor Brito (Psol-PA) que encaminhou nesta quarta-feira (23), à Procuradoria-Geral da República (PGR), pedido para a instauração de inquérito civil contra o prefeito por eventual prática de abuso de poder e autoridade e suposto ilícito praticado por agente político.

A ação movida pela parlamentar é justificada pela atitude imprópria e atentatória à dignidade da pessoa ocorrida na discussão com a moradora de área de risco, na comunidade de Santa Marta, zona Norte de Manaus, na manhã de segunda-feira, (21), quando pediu que ela 'morresse', assim como pelo tom preconceituoso pelo fato de a senhora ser paraense.

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