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segunda-feira, 11 de julho de 2011

Em Carajás, 40% da população é de fora do Pará

O novo Estado de Carajás, que pode surgir a partir da divisão do Pará em três Estados, será formado por um grande número de pessoas que não nasceram no Pará, O plebiscito será realizado no dia 11 de dezembro.
Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que 40% da população das 39 cidades que vão compor o novo Estado não é paraense: dos 1,4 milhão de habitantes de Carajás, 549 mil habitantes nasceram, por exemplo, em Goiás, Tocantins, Bahia, Minas Gerais, Piauí, Ceará e Maranhão.
Somente na eventual capital do novo Estado, Marabá, dos 233 mil habitantes, 70 mil não nasceram no Pará. Muitos destes novos moradores foram atraídos pelo pólo de siderurgia de Marabá e pela exploração do minério de ferro, de ouro, de manganês e de cobre em Parauapebas.
Há cinco anos, o maranhense José Carlos Silva, de 42 anos, escolheu Marabá para viver. Vendedor autônomo, ele nasceu em São José de Ribamar, cidade na região metropolitana de São Luís, e resolveu se mudar para o Pará com a perspectiva de mudar de vida. “No Maranhão, eu não teria as oportunidades que estou tendo aqui. Não é um mar de rosas, mas ao menos não estou desempregado”, apontou Silva.
Hoje, o projeto de divisão do Pará é coordenado por pessoas de fora do Estado. A instituição do plebiscito foi idealizada, por exemplo, pelo deputado federal Giovanni Queiroz (PDT-PA). Eleito pelo Pará, Queiroz é natural de Campina Verde (MG).
“Apesar de as lideranças não serem naturais do Pará, nós nos consideramos paraenses. Esse projeto de divisão é fruto do anseio dos paraenses e de pessoas que escolheram esse Estado para morar”, afirma o presidente da Comissão Brandão, uma das entidades que lideram o movimento separatista no Pará, José Soares de Moura e Silva. Silva nasceu no Tocantins. .
O líder da oposição ao projeto separatista, Zenaldo Coutinho, secretário da Casa Civil do governo do Pará, não vê relação entre o lugar onde as pessoas nasceram e a propensão delas em votar pela divisão do Estado. "Essas pessoas escolheram o nosso Estado para morar”, afirma Coutinho.(IG)

3 comentários:

Anônimo disse...

DIGO SIM AO TAPAJÓS, E NÃO AO CARAJÁS. O PARÁ EM 2 ESTADOS.

Sou nascido em Belém e conheço bem a realidade em especial do Oeste do Pará. Se vocês do "NÃO" morassem lá e tivessem há 1h15min de boing da capital ou 3 dias pendurado numa rede de barco e sem acesso rodoviário seguramente mudariam seu conceito. Como eu há muito mudei o meu. Ver famílias inteiras viajar muitas vezes para Manaus ou Belém em embarcações de 3 a 4 dias buscando assistência médica, inclusive até morrendo no trajeto é algo de partir o coração (Isso quando tem condições de viajar). Pior ainda é buscar oportunidades de trabalho em Manaus e ser rotulado como paraenses bandidos por uma minoria de idiotas (vcs do "NÃO" já devem ter lido algo a respeito!). Sou paraense de coração, inclusive Belenense e nunca deixarei de ser, mas voto SIM pela dignidade daqueles nossos irmãos que ali vivem.

Anônimo disse...

Se o Pará fosse dividido em
4 estados, Pará, Tapajós, Carajás e Calha Norte a região Amazônica teria muito mais representatividade na Câmara Federal e no Senado. A bancada Amazônica teria mais poder e poderia desenvolver a região como um todo. A Amazônia teria mais representatividade no cenário nacional acabando com a hegemonia do eixo São Paulo e Rio de Janeiro.

Anônimo disse...

Caro, anônimo eu também sou nascido em Belém e também conheço a região oeste do estado, e pelo que eu vi e presenciei as coisas em Santarém não são do jeito que tu falas, lá tem uma infraestrutura muito boa tanto na rede de educação e saúde, mais claro que existem as deficiências, mais isso não é esclusividade de Santarém, não é de Belém, da região norte é de todo o Brasil.
Em Belém e outras regiões do estado existem várias oportunidades de trabalho, não tem portanto tanta necessidade de ir para Manaus, principalmente pelos motivos que tu falas.
Tapajós se vier a ser criado a sua extensão territórial vai ser maior que a França, e a distancia de algumas cidades do interior para a capital vai continuar sendo as mesmas que existem hoje para Belém e que vcs tanto reclamam.
Portanto comterrâneo dividir não é a solução, se os politicos que foram eleitos pela região, e que estão no poder há decadas, tivessem deixado de lado as pelengas que eles criaram com Belém, e tivessem levados recursos para a região a mesma não estaria assim como vc dizem.
Me desculpe mais dividr pobreza não resolve. Há não esqueça de votar contra carajás