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domingo, 10 de julho de 2011

Esclarecendo denúncia exibida pela TV Liberal, como personagem, médico Paulo Barros

Foi louvável a iniciativa do departamento de jornalismo da TV Liberal em mostrar na última semana a situação caótica das Unidades de Referência Especializadas (URE’s), na grande Belém. Grandes filas pelas madrugadas, usuários indignados, atrasos de médicos, falta de atendimento e é claro, o mau atendimento, mas foi perceptível pelos telespectadores, profissionais da área da saúde pública, o total desconhecimento por parte dos repórteres da emissora, quando falamos em organização dos atendimentos aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), especificamente em Belém.
Cada profissional possui uma produção diária (numero de atendimentos a serem realizados diariamente, que varia de acordo com cada especialidade), que não pode ser ultrapassada, pois poderia ocasionar uma sobrecarga do profissional ou mesmo a deficiência no atendimento ao usuário. Após o profissional realizar sua produção, esquematiza seu relatório dos atendimentos do dia e a partir daí “deveria” permanecer nas unidades até o fim de seu horário de expediente, sem atender nenhum usuário. Mas é do conhecimento de todos que os profissionais da classe médica, cumprem a sua missão e neste tempo improdutivo dirigem se a outras unidades ou consultório particulares (outras fontes de renda). Vale ressaltar que já cumpriram suas missões.
O teor que foi dado ao caso do médico Urologista, Paulo Barros, é lamentável, pois o mesmo não negligenciou o atendimento ao usuário, afinal atendeu sua demanda diária como de costume, agora se a demanda foi maior do que se esperava a culpa, não é do médico nem do usuário, mas sim da Secretária de Estado de Saúde Pública do Pará, que deveria realizar um concurso público e nomear mais um profissional para a Unidade da reportagem, da Avenida Presidente Vargas.
Lembrei-me das câmeras escondidas a criminosos, com direito a perseguição a carro e indagações incoerentes. O médico deveria ficar quinze minutos com cada paciente, porque ficou oito? São seis anos de Universidade, dois de especialização e anos para construção de seu nome. O tempo de permanência no consultório do médico varia de acordo com cada caso. E como diz o ditado: “Cada caso é um caso”.
Não vamos adentrar no assunto salário, que no estado, é uma vergonha... O médico ganhar mil e cem reais enquanto deveria ganhar no mínimo 10 mil reais. Paulo falou a realidade!
Não quero com isto defender nenhum mau médico, apenas trazer para a reflexão de nossos leitores a total desvalorização ao diploma do nível superior e como o desconhecimento de assunto pode acabar em 2 minutos, com uma carreira construída há 35 anos. O Blog do Lucas Nogueira parabeniza novamente a matéria exibida, até o ponto que mostra o desrespeito ao usuário do SUS e se solidariza a classe médica, aos profissionais da área da saúde pública e em especial ao médico urologista Paulo Barros.

2 comentários:

Anônimo disse...

Gostaria de parabenizar pela excelente colação feita neste Blog, onde deixa claro a questão levantada pela reportagem e a insistencia destes em denegrir a imagem de um médico que mesmo estando contrário a forma do sistema se mantém firme na execução de sua profissão junto aos mais necessitados.

leonardo disse...

eu queria que voces da tv liberal focem até o jardim dos castanhais ver o problema da agua que é amarela e pode vim a causar prolemas a saude das pessoas meu pai ja ficou até com cosseira por causa desse problema!!1