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domingo, 24 de julho de 2011

Itália e Dulcinéa Paraense são homenageados na Feira do Livro

A poetisa Dulcinéa Paraense será homenageada na XV Feira Pan-amazônica do Livro que acontece de 2 a 11 de setembro, no Hangar – Centro de Convenções da Amazônia. A quarta feira de livros mais importante do país, terá como país convidado a Itália. Serão 4.700 m² que abrigarão 192 standes com uma grande variedade de livros e títulos de vários gêneros literários.
 A cerimônia de abertura terá a apresentação da Amazônia Jazz Band apresentando músicas italianas e as presenças confirmadas do Embaixador da Itália no Brasil, Gherardo La Francesca, e da escritora homenageada, Dulcinéa Paraense.
 Na décima quinta edição da feira, o livro volta a ser o centro da intensa programação. 'Estamos retomando ao foco, ao principal objetivo do evento, em que o livro volta a ser o protagonista. Sai a muvuca cultural e entra em cena o autor. Em lugar do populismo devasso, a seriedade cultural', afirmou o secretário de Cultura, Paulo Chaves Fernandes.
Entre as atrações confirmadas para esta 15ª edição estão os jornalistas - e também escritores - Laurentino Gomes, Daniel Piza, Zuenir Ventura e Leandro Narloch, além da cantora Fafá de Belém, que apresentará um espetáculo no formato voz e piano, como fundo para letras que prezam a qualidade literária. 
Curiosidade - O secretário de Cultura relata um fato inusitado: o filósofo Benedito Nunes, em sua última semana de vida, no leito da Beneficente Portuguesa, foi consultado por Paulo Chaves sobre três escritores indicados para ser o homenageado nesta edição. Em voz baixa, audível e sem titubear: Dulcinéa Paraense.
Homenageada - Dulcinéa Lobato Paraense nasceu em Belém, em 2 de janeiro de 1918, onde teve uma intensa produção literária. Em seguida, saiu pelo país a mostrar seu talento. Radicada no Rio de Janeiro, completou em janeiro último, 93 anos. É autora de: Semeadura de versos e de sonhos, Momentos íntimos, Dez cenas brasileiras, Flor revelada, Mística, Momentos e Estrela de vidro.
 Itália - A imigração italiana na Amazônia se destaca no período econômico e social do final do século XIX, com a produção da borracha no auge (Ciclo da Borracha 1979/1912), respondendo por 40% das exportações brasileiras, com a circulação de riquezas, os avanços da tecnologia e modelos da urbanização, o modo de vida, a literatura, os hábitos e costumes que deixaram marcas. No estado do Pará, a benéfica influência italiana continuou em vários segmentos no decorrer dos anos, sobretudo na arquitetura, com a presença forte de Antonio Landi, e na pintura com Domenico De Angelis.
 A Itália, suas criações literárias, o cinema e a música, serão apresentados na Pan-Amazônica em 2011, com a presença de convidados italianos, e parcerias com instituições como a Universidade Federal do Pará, Casa dos Estudos Italianos, além de apoio empresarial local. (Com informações da Agência Pará)

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