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quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Pará vai ganhar quarta universidade federal

A presidenta Dilma Rousseff e o Ministro da Educação, Fernando Haddad, anunciaram nesta terça-feira (16), a criação de quatro novas universidades federais e de 47 campi universitários em todo o país. Com a medida, o Pará ganhará sua quarta universidade federal, a Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (UNIFESSPA), e a UFPA terá seu 12º campi, sediado no município de Ananindeua. Confira os campi da UNIFESSPA  e o novo campus da UFPA.
Nesta terça-feira, também foi confirmada a criação de seis campi da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa) com sede em Alequer, Juruti, Itaituba, Monte Alegre, Óbidos e Oriximiná. As iniciativas fazem parte do projeto de expansão da rede federal de educação superior e profissional e tecnológica.
O reitor da UFPA, Carlos Maneschy, esteve presente na cerimônia no Palácio do Planalto, em Brasília. Para o reitor a expansão da rede federal de ensino é uma necessidade no Pará. “A presença de Instituições de Ensino Superior no Pará ainda não é suficiente. A expectativa pelo ensino superior por parte da população é maior do que nós somos capazes de atender no momento. Necessita-se de mais Universidades, de mais campi e mais pólos para atender minimamente a demanda. E precisamos de Universidades não só nas mesorregiões, mas também nas microrregiões, a fim de atender essa necessidade de ensino superior de forma mais plena”, defende.
Para Carlos Maneschy a atuação das instituições de ensino superior públicas no Pará é extraordinária. “Sem as intervenções e iniciativas das universidades paraenses não teríamos alcançado o desenvolvimento que conquistamos. Mas é claro que precisamos avançar permanentemente e conseguimos isso com medidas como o anúncio da criação de novas universidades, como a do Sul e Sudeste do Pará, e de ampliação das já existentes por meio da criação de novos campi e pólos, como o futuro campus de Ananindeua. A expectativa, aliás, é de que estas propostas de ampliação da UFPA sejam realidade já em 2012”, acredita o reitor.
Pará precisa de, pelo menos, cinco universidades federais - O dirigente da UFPA defende ainda que, as dimensões geofísicas e as questões sócio-políticas e ambientais no Pará criam a necessidade de uma presença maior da rede federal de universidades. “Acredito que o número mais próximo do ideal seria pelo menos cinco universidades federais”, afirma Carlos Maneschy.
Além de uma instituição com atuação no extremo norte e na Região Metropolitana de Belém, o estado necessita de “uma universidade no Oeste do Pará, o que hoje já é uma realidade com a Ofopa; uma no sul e sudeste do estado, que seria a UNIFESSPA; uma que atendesse a área do arquipélago do Marajó e a região do Tocantins, e a última que atuasse no Nordeste paraense. O estado de Minas Gerais, que possui um espaço físico menor que o Pará e com uma logística de transportes bem menos complicada, possui doze”, lembra o reitor da UFPA.
A previsão do Governo Federal é de que todas as novas unidades educacionais citadas na cerimônia desta terça-feira, 16 de agosto, incluindo o campus de Ananindeua, a UNIFESSPA e os campi da UFOPA, estejam funcionando no período de três anos.
UNIFESSPA: A Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (UNIFESSPA) será criada a partir do desmembramento do campus da UFPA em Marabá e a criação de novos campi. A quarta universidade federal paraense terá sede em Marabá e campi universitários nos municípios de Rondon do Pará, Santana do Araguaia, São Felix do Xingu e Xinguara.
O projeto inicial enviado pela UFPA à Brasília, em janeiro de 2011, previa que a nova universidade teria 59 cursos de graduação com oferta de 2.170 vagas. O projeto também apontava a necessidade de manter 755 professores e 436 técnico-administrativos para que a UNIFESSPA começasse a funcionar.
Campus de Ananindeua: O projeto de criação de um campus da UFPA em Ananindeua foi entregue ao Ministério da Educação em 2010 e está inserido em um grupo de ações do governo federal voltadas para a expansão da rede federal de ensino superior em regiões metropolitanas.

O projeto inicial elaborado pela UFPA prevê a oferta de 480 vagas em três turnos de aulas, com cursos na área de engenharia e tecnologia, a maioria inexistentes na capital, com exceção da graduação em “Engenharia de Materiais”, já ofertada no Campus de Marabá. Os novos cursos seriam: “Engenharia Urbana e Ambiental”, “Engenharia de Bioprocessos” e “Bacharelado em Ciência e Tecnologia”, com três habilitações distintas: Manutenção Industrial, Transporte Regional e Urbano e Indústria e Comércio. (Ascom UFPA)

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