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quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Viva a hipocrisia! O caso Daniela Cordovil

Todos os veículos de comunicação regionais e nacionais noticiaram o “destempero” da professora Adjunta I da Universidade do Estado do Pará, Daniela Cordovil. Não vou querer relatar o caso, afinal não agüentamos mais uma narração do episodio que foi intensivamente explorado pela mídia, até a última gota.
Mas não podemos ler e assistir as reportagens vinculadas, e creditarmos fielmente nas versões, pois se lembre: quanto maior o escândalo, maior a audiência.
Quem nunca se irritou com a intransigência de um vigilante na porta de uma agência bancaria ou de um órgão público? Não lembra? A porta giratória do banco travou apenas na sua vez.  E agora, lembrou? Sua raiva provavelmente de ter chegado ao seu estado máximo. Ao ponto de você quase perder o controle.
Não quero com isto defender que nos momentos de raiva possamos ofender vigilantes ou
mesmo partir para a agressões físicas, apenas provar a você que as imagens(13 segundos) do descontrole da professora Daniela, não foram do nada. É claro que a mídia sensacionalista vai querer esconder os procedentes, mas tenho certeza que meu leitor não é mais um ignorante e sabe muito bem interpretar os fatos.

Quem é Daniela Cordovil?
Daniela Cordovil Corrêa dos Santos, 34 anos, possui graduação em Ciências Sociais (2000), Mestrado (2002) e Doutorado (2006) em Antropologia Social pela Universidade de Brasília. Atuou como Antropóloga no Instituto Brasileiro de Colonização e Reforma Agrária (2006), como Bolsista de Desenvolvimento Científico Regional na Universidade Federal do Amapá (2007) e como Antropóloga da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos do Pará (2008 e 2009). Atualmente é Professora Adjunta I da Unversidade do Estado do Pará, onde também é docente e membro do Colegiado de Curso do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Religião.Tem experiência na área de Antropologia Política e Antropologia da Religião, atuando principalmente nos seguintes temas: direitos humanos, cidadania e religiosidade afro-brasileira.


O que foi omitido!
Deixo a cargo de meu amigo blogueiro Thiago Souza
“Vamos aos fatos. Chegando a universidade encontrei com um aluno que presenciou a cena e o que ele pode-me dizer é que a professora chegou depois das 18h00h no portão principal do CCSE – Centro de Ciências Sociais e Educação, para tentar colocar para dentro uma professora também pesquisadora que estava indo para participar de atividades referentes à pesquisa e que foi barrada na entrada por um grupo de alunos e impedida de entrar pelo porteiro, depois disso teria se iniciado uma discussão entre eles referente à greve dos professores que iniciou na UEPA desde o dia 12 de setembro, mas o negócio realmente pegou fogo quando a professora começou a desqualificar a greve. Trocas de ofensas de ambos os lados, a professora teria dito aos gritos que tanto o porteiro quanto um dos alunos, que era o mais agitador, eram “macacos” que segundo a própria professora teria o sentido de dizer que eles não conseguem pensar sozinhos e por isso são usados pelos outros para agir em situações como a greve dos professores.”

Você está surpreso! Não sou parente da professora Daniela ou aluno, apenas um jovem blogueiro.

Todos os alunos e amigos da professora, Daniel Cordovil, afirmam que ela durante toda sua carreira foi defensora dos direitos dos negros e sempre em sala de aula contraria ao racismo e a intolerância religiosa. Ah! Uma educadora amável e respeitada. Para você ter uma idéia, a professora, esteve envolvida na luta pela posse de terra de quilombos. Sem falar nos inúmeros prêmios nacionais recebidos.

Curiosidades do caso
O que mais me deixa confuso com essa história toda são as contradições do caso. O porteiro disse a delegada e a reportagem do Diário On-line DOL que não ouviu a professora chamá-lo de macaco e que ela teria o ofendido, mas com outras palavras e depois na reportagem que foi ao ar no Fantástico, da Rede Globo, ele disse estar hiper abalado e que não teria dormido depois de ouvir a professora chamar-lhe de macaco. Outra se refere ao fato de terem gravado oito vídeos diferentes de toda a confusão, mas, no entanto, o vídeo que foi publicado é um vídeo editado de 13 segundos onde aparece um aluno incitando a professora que esbraveja e chama-o de macaco após fazer gestos obscenos.

Não existe o curso divulgado
O nome do curso é Ciências da Religião (publicado erroneamente pela imprensa como Ciências da Religião de Matriz Africana, o que não existe)

O aluno entrevistado na UEPA
O que me casou surpresa foi à entrevista de um universitário da UEPA, que exigia a suspensão da professora. Este mesmo aluno é investigado pelo Ministério Público Estadual, por desvio de recursos destinados a bolsas de pesquisas, ele pode até não ser racista, mas é corrupto.

É evidente que a professora errou ao insultar o porteiro e o aluno, mas não queiram qualificar o caso como RACISMO!

18 comentários:

Natasha Lopes disse...

Lucas, seu texto foi o mais coerente que eu já li a respeito do assunto. Inúmeras pessoas que estão de fora desejam o linchamento da Daniela, no entanto ninguém tem noção do que realmente aconteceu no dia.
O ruim de tudo, é que quando colocamos uma opinião parecida com a minha ou com a sua, já irão nos caracterizar racistas...

Tiago Sousa disse...

Tiago não se escreve com "H" e Sousa não é com "z", mas a postagem no geral ficou muito boa. Grato em conhecer seu blog e já estou seguindo pra voltar mais vezes.

Suka disse...

Ainda acho que como professora diante de alunos ainda que tenham sido grosseiros não deveria ter chegado aos lados da ofensa. o ideal é dar um exemplo de como agir e não ofender, claro que a mídia valorizou os atos dela, mas como estudo na Uepa e conheço bem meus professores posso afirmar que dificilmente aconteceria de um deles chegar a tal ponto o de se exaltar e partir para ofensa seja de qual natureza fosse, enfim a professora deve saber o que falou e se for uma pessoa honesta saberá admitir seus erros e arcar com as consequências deles afinal injuria também é crime. Gostei bastante do artigo porque acho justo as informações serem vinculadas com integridade e os dois lados serem expostos a sociedade.

Anônimo disse...

Lucas, com base em que você afirma que o aluno entrevistado está sendo investigado por desvio de recursos. gostaria de obter mais informações sobre isso

Raquel disse...

Boa tarde Lucas, nada justifica a atitude da professora em questão, com um currículo inquestionável, ela esqueceu só esqueceu de ter ética, respeitar o próximo é um dever de qualquer cidadão!!!

Adilson S. Barbosa - Eng. Elétrica - UFPA disse...

Eu sou um desses que estou acompanhando esse caso de longe, pelo que leio nas redes sociais e vejo na TV. E nessa condição não posso fazer juízo de valor diante do que meus olhos não presenciaram. Todavia, se ela errou, tem que pagar pelo erro e exemplarmente, seja ela doutora ou não (se fosse um pobre na pele dela, certamente há esta altura estaria vendo Sol nascer quadrado). E se por outro lado está se criando um factoide em cima do caso, que os oportunistas sejam também punidos.

Anônimo disse...

A formação acadêmica da professora, só demonstra que ela~, mais do que ninguém, deveria evitar os estereótipos que utilizou

carmen fragoso disse...

;;;;;;;;;;;;;;

Anônimo disse...

Barrar a entrada de pessoas em universidades públicas com certeza é um erro.
Mas na minha opinião, um (dois ou mais) erro (s) não justifica o outro.

Orlando (Jambu) disse...

Lucas, tu és intelectual, antenado, e conhece bem a biografia da outra intelectual, a Daniela, por isso justificas o destempero verbal da super professora, que com um curriculum desses tem certeza que a unica punição será o linchamento midiático local, no mais sairá ilesa porque lei No Brasil é só pra ladrão de galinha e bandido pé rapado. Só pra refletir, se fosse tu o segurança? Ou o teu pai, hem...Visita o blogdojambu.blogspot.com, é o meu.

Orlando (Jambu) disse...

Lucas, tu és intelectual, antenado, e conhece bem a biografia da outra intelectual, a Daniela, por isso justificas o destempero verbal da super professora, que com um curriculum desses tem certeza que a unica punição será o linchamento midiático local, no mais sairá ilesa porque lei No Brasil é só pra ladrão de galinha e bandido pé rapado. Só pra refletir, se fosse tu o segurança? Ou o teu pai, hem...Visita o blogdojambu.blogspot.com, é o meu.

Anônimo disse...

Cara, como tu inocentas uma professora com uma prova daquelas e acusas alguem de corrupto sem prova alguma ? Intelectual é ? Por isso que esse país nao tem jeito. Ainda queres ser formador de opinião. Vai estudar que é melhor

Anônimo disse...

O vigilante estava lá cumprindo ordens.Se você desse uma ordem para a secretária da sua casa,e ela lhe contrariasse,voce ia gostar??? E no final você está defendendo sim essa professora.Ela por toda essa formação acadêmica,e por ter uma imagem pública que deve ser mantida,não deveria agir assim.E sobre a questão do aluno que está ou não sendo investigado,já é uma outra questão.

Renato F. O. Silva disse...

Então a culpa é da imprensa? hahaha faz-me-rir!

Como pode alguém colocar a mão no fogo por uma racista barata dessas?

Amigo, a imprensa só fez o papel dela, inclusive foram na casa da "professora" ouvir suas explicações, não venhas inventar fatos de que a imprensa editou a imagem, escolheu o vídeo... blah blah blah... a não ser que tu adores conspirações.

Ana Laura disse...

Olá Lucas, lendo essa pauta no teu blog, não poderia ficar calada diante dessa NOVA história que você ajudou a contar sobre o caso. ESTÁ TUDO ERRADO... Você, como um cidadão coerente, que imagino que desejas ser, precisa URGENTEMENTE investigar melhor esses dados, para que assim corrija o seu texto. Eu estava lá no momento do ocorrido, e também sou uma das testemunhas na delegacia. Gostaria de deixar muito claro que NENHUM aluno barrou a entrada de quem quer que seja no CCSE, quero registrar de uma vez por todas que fora a professora e o segurança, mais ninguém estava inicialmente envolvido no caso, foi somente a partir do momento em que ela começou agredí-lo verbalmente com comentários desrespeitosos e preconceituosos (pelo simples fato de o mesmo estar cumprindo ordens de não poder liberar o portão, sendo importante registar também que ele em todo momento se manteve com uma postura educada, tentando dizer a professora que ela poderia encaminhar seus convidados a entrar pelo portão da reitoria "simples assim") que ficamos absolutamente idignados e tivemos que gravar essa cena lamentável, pois como cidadãos e futuros educadores, não podíamos nos calar diante de uma atitude como essa, seja lá de quem fosse, o fato de termos incitado (como você mesmo colocou no facebook) que ela repetisse sua fala para que filmassemos, é obviamente pq precisávamos de uma prova, entretanto ela, adulta como é, mesmo diante da filmagem continuou ofendendo, inclusive com um gesto e palavras obscenas, agora não mais somente ao segurança, como você já sabe. é importante ainda frisar que nós nem conhecíamos a professora Daniela, só ficamos sabendo depois, que ela é Doutora e que contraditoriamente ministra aulas sobre as Religiões Afros, o que aos meus olhos pareceu uma tremenda piada. E você é infeliz novamente ao dizer que a dicussão começou devido a greve, meu querido isso não procede, na verdade esse episódio não começou com discussão alguma, começou devido a atitude preconceituosa da professora, ela simplesmente, quando o circo já estava armado, perguntou se nós também erámos a favor da greve, já que a mesma se refere a greve como uma das culpadas pelo seu descontrole. Lucas, nossa titude foi de indignação, pois acreditamos que NADA pode ser usado para desrespeitar um cidadão. Essas atitudes precisam ser denunciadas e não podem continuar acontecendo... Espero ter esclarecido um pouco mais... E deixar claro que o que vc diz ter sido omitido é tudo uma MENTIRA!

Renato F. O. Silva disse...

Falaste tudo Ana Laura.

Queria ver se fosse algum parente do auto-intitulado "intelectual" Lucas Nogueira vítima de racismo, se ele criaria um post defendendo o agressor.

Engraçado que o mesmo acusa a imprensa de forjar, editar, manipular fatos, porém ataca gratuitamente e sem prova alguma o aluno que fez a filmagem, sem ao menos nem citar seu nome.

Michel Valério disse...

Eu também vou concorda com a Ana Laura.
Fui monitor da disciplina da professora Daniela Cordovil no final de 2011, fiquei surpreso em saber da atitude dela, pois ela não demonstrava ser uma pessoa desequilibrada e ter atitudes discriminatórias. No entanto o seu ato não é justificável e não o tolero. Como seria a sociedade se todo mundo quando chegasse a um nivel de estrece elevado por qualquer motivo, fosse grosso e tomasse uma atitude com a da professora, eu iria ofender todo dia um, porque passo mais de uma hora dentro de um ônibus lotado para chegar no trabalho.
Agora Lucas você fala que o seu blog é democrático, mas democrático para quem? Apresente o Paulo de Paula também, fala do curriculo dele e mostre as provas que existem contra ele, sei que mostrar provas vai ser difícil porque não há.Estive na luta com o meu grande amigo Paulo na UEPA e nele eu confio.

Thomaz Silva disse...

cara teu texto esta bem escrito, mas o conteúdo não esta bom. posso até concordar com o poder da mídia em linchar alguém, mas essa moça, a professora não esta correta. primeiro ela é doutora e deve conhecer alguns termos,se ela queria dizer que os alunos e professores não pensam por si mesmos, poderia dizer que eles são alienados pro exemplo. só porque ela já trabalhou defendendo os meus irmão de etnia não que dizer que ela não seja racista, muita gente se diz não ser, mas é nos momentos de raiva que sabemos quem é oque, neste momentos o discurso de igualdade cai, é ai que damos tratamento desigual para os que perante a lei são iguais. A professora estava emocionalmente abalada, isso não justifica, se justificasse serviria pra todo tipo de crime, amenos que o sujeito seja psicopata ele sempre estará alterado antes e depois de matar alguém por exemplo. Teu texto tem poucos pontos fortes, a maior parte é de pontos fracos, as pessoas te ouvem, isso me assusta.