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terça-feira, 13 de novembro de 2012

CNV volta à região do Araguaia para ouvir índios e camponeses vítimas de repressão durante o período da ditadura militar

A Comissão Nacional da verdade chega ao Araguaia no próximo dia 16 para realizar uma série de atividades ligadas ao grupo de trabalho que investiga casos de violações de Direitos Humanos cometidos contra indígenas e camponeses durante o período da ditadura militar (1964-1985).
 Os membros da CNV Cláudio Fonteles e Maria Rita Kehl, acompanhados dos assessores Pedro Pontual e Guaracy Mingardi e dos especialistas na temática indígena Inimá Ferreira Simões e Wilkie Buzatti Antunes, visitarão no dia 16 a terra indígena Sororó, região de forte atuação da guerrilha do Araguaia no final dos anos 60 e durante e década de 70. Em pauta está a Comissão da Verdade Suruí, recentemente criada por indígenas da etnia Aikewara, também conhecidos como Suruís do Pará, para investigar casos de tortura, morte e desaparecimento de índios durante o período da repressão militar.
 No dia 17, a CNV realizará, a partir das 15h, uma audiência pública na Câmara Municipal de Marabá para ouvir relatos de camponeses que sofreram repressão e perseguição do regime. Essa é a primeira vez que a Comissão Nacional da Verdade faz uma audiência pública em cidade que não é capital de estado. O evento será realizado em parceria com o Comitê Paraense de Verdade, Memória e Justiça, que investiga casos de violações cometidas no estado do Pará.
 Desde sua criação em maio deste ano, esta é a terceira vez que a CNV vai ao Pará. Em outras ocasiões a Comissão esteve em Belém e na região do Araguaia, colhendo depoimentos de pessoas que sofreram com a repressão da ditadura na região. A audiência do próximo dia 17 será a segunda realizada no Estado, e a oitava realizada pela Comissão da Verdade em território nacional.
 Dando continuidade aos trabalhos no Araguaia, no dia 18 a CNV irá ouvir depoimentos de três ex-soldados que atuaram na repressão a militantes de esquerda e de pessoas contrárias ao regime da região de Sororó. Esses depoimentos podem ajudar a esclarecer como funcionava a organização militar, quais eram as estruturas e quais ordens eram enviadas a essa parte do Brasil durante a época de repressão.
  
Agenda:
16/11: Chegada da CNV ao Araguaia e visita à terra indígena Sororó. (São Domingos do Araguaia, cerca de 100 km de Marabá).
17/11: Audiência Pública em Marabá. Às 15h, no auditório da Câmara Municipal de Marabá. Endereço: Rod. Transamazônica Km 01, Bairro Amapá.
18/11: Oitiva de ex-soldados que atuaram na região durante o regime militar.

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