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Servidores exigem audiência e paralisam por 24h

Há chances dos servidores municipais entrarem em greve a partir de hoje. A priori, os funcionários anunciaram para hoje uma paralisação, e um ato público, às 9h, em frente ao Palácio Antônio Lemos, sede da Prefeitura de Belém. Caso a prefeitura não os receba em audiência ou não aceite as reivindicações da categoria, os servidores garantem “cruzar os braços” de imediato.

Segundo Mateus Ferreira, coordenador do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará (Sintepp), no último dia 22, foi protocolada uma solicitação de audiência - marcada para hoje - para discutir, entre outras pautas, a data base e o reajuste salarial. “Queremos tratar das perdas históricas e da nossa data base de maio”, afirma. “Temos pouco tempo para negociar a incorporação do reajuste no nosso contracheque, já que é lançado até o dia 10 de maio”. Mateus disse que a assembléia geral dos trabalhadores aprovou 20.84% de acréscimo salarial, referentes às perdas históricas.

Os servidores municipais também querem que seja concedido ou re ajustado o benefício do vale-alimentação para todas as secretarias, no valor de R$ 300,00, além da realização de novos concursos públicos. “Há uma carência de servidores no serviço público em geral. Na educação, o último concurso foi, salvo engano, em 2000”. Os sindicatos também reclamam que não foi feito o retorno das gratificações para quem teve os benefícios suspensos desde dezembro de 2008. As gratificações haviam sido suspensas, mas retornaram após negociação da prefeitura com os servidores.

De acordo com Luis Menezes, coordenador financeiro do Sindicato dos Trabalhadores Públicos da Saúde do Estado (Sindsaúde), todas as secretarias foram convidadas a aderir ao movimento. “Pela mobilização, acreditamos na grande adesão dos servidores”, considera. Menezes garante que apenas os serviços de urgência e emergência serão mantidos com 30% dos funcionários.

O ato público é coordenado pelo Sindsaude, Associação da Guarda Municipal (ABBel), Associação dos Servidores da Funpapa (Asfunpapa) e dos Servidores da Secretaria de Finanças (Asfin).

Cancelamento de reunião motiva protesto

Servidores estaduais fizeram uma manifestação na tarde de ontem em frente à Secretaria de Estado de Planejamento, Orçamento e Finanças (Sepof) para forçar uma reunião com o governo. O objetivo era apresentar a contraproposta de 15% linear para todos os trabalhadores, negando com isso a proposta divulgada pela administração: reajuste de 6% para o servidor de nível superior, 9,93% destinado ao nível médio e 12% para o que se encontra no nível operacional. Os manifestantes chegaram a interditar a rua Boaventura da Silva por cerca de 15 a 20 minutos e só liberaram a via depois que foi garantida uma reunião com o governo.

A revolta dos servidores se deu porque estava marcada reunião de negociação na Sepof com a Intersindical, mas, sem nenhuma explicação, o encontro foi desmarcado. Diante disso, a categoria foi mobilizada e providenciado um carro-som, para repudiar a atitude do poder público. “É uma falta de respeito com os trabalhadores. Na quinta-feira passada estava marcada essa reunião, para dizermos não à proposta do governo, e agora eles desmarcaram sem nos comunicar”, lamentou indignado o integrante da Comissão dos Trabalhadores da Fundação Hospital de Clínicas, Marco Antônio Ramos, membro da mesa de negociação representando a base dos trabalhadores.

Diante da pressão, a categoria foi recebida pelo secretário adjunto da Secretaria de Estado de Administração (Sead), Silvio Machado, o qual garantiu que hoje, a partir das 14h, estará reunido com a Intersindical e mais os trabalhadores que acompanham a negociação, para discutir as propostas. Ainda consta na pauta de reivindicação dos trabalhadores a criação do Plano de Cargos, Carreira e Remuneração, e auxílio-alimentação para todos os servidores no valor de R$ 300,00.

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