Kátia Abreu
A rua de acesso ao Palácio da Cabanagem, sede da Assembléia Legislativa (AL) do Pará, foi fechada por manifestantes que repudiam as propostas de intervenção federal no Estado devido aos conflitos agrários e a demora no cumprimento de mandados de reintegração de posse.
A ação é movida pela presidente da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária, a senadora Kátia Abreu (DEM-TO) que na última quarta-feira, dia 22, apresentou novo pedido de intervenção no Pará e anunciou que trabalharia pelo impeachment da governadora Ana Júlia Carepa, conseguiram a façanha de unir oposição e situação na Assembleia Legislativa.
Participaram do protesto membros do Movimento dos Sem-terra (MST), Movimento das Mulheres do Campo e da Cidade(MMCC), Ação Comunitária de Belém(ACBEL), Movimento Nacional de Luta pela Moradia (MNLM), União Nacional dos Estudantes (UNE), União Brasileiras de Mulheres(UBM), Fórum Metropolitano de Reforma Urbana (FMRU/UNEGRO/UAP) e outros. Também esteve presente o vereador de Belém Marquinho do PT.
Os movimentos sociais repudiam pedido de intervenção no Pará feito pela senadora Kátia Abreu. Para os movimentos, "o Estado democrático de direito incomoda latifundiários e grileiros de terra no Pará". Mais informações na edição de amanhã do Diário do Pará.
DADOS - Em nota oficial, o governo do Estado reafirmou que fez 58 reintegrações de posse em dois anos, sendo 32 rurais e 26 urbanas. A nota explica a situação de alguns mandados, que seriam “sazonais e imprecisos”. O governo informou, por exemplo, que dos 34 mandados existentes na Vara Agrária de Castanhal, no início do mês de abril, o Governo do Estado já cumpriu 8, restaram 26.
“O número de 111 reintegrações de posse alardeado pelo Conselho Nacional de Agricultura (CNA) e pela Federação de Agricultura do Pará (Faepa) é falso. Os cálculos baseados em levantamentos junto às Varas Agrárias apontam em torno de 60 mandados a serem cumpridos”, diz a nota, em resposta às acusações da senadora Kátia Abreu, presidente do CNA.
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