Verdade?

Polícia Civil e Santa Casa falam sobre prisão de médico por abuso sexual
caso do médico anestesiologista, Mauro Coelho Ribeiro, 45 anos, preso sob acusação de estupro de vulnerável, foi apresentado nesta quinta-feira, 22, a jornalistas, durante entrevista coletiva na sede da Delegacia-Geral da Polícia Civil, em Belém. Participaram do encontro o presidente da Santa Casa de Misericórdia do Pará, Maurício Bezerra; a assistente social Eugênia Fonseca, coordenadora do programa Propaz; as delegadas Aline Holanda, responsável pelas investigações e Socorro Maciel, diretora da Data (Divisão de Atendimento ao Adolescente), e delegado Neyvaldo Silva, diretor de Polícia Especializada. Segundo o diretor da Santa Casa, Maurício Bezerra, o médico foi afastado temporariamente de suas funções até o final das apurações, por determinação expressa do Governo do Estado.
A instituição abriu inquérito administrativo para investigar a conduta do acusado. “Dependendo do resultado das apurações policiais, será tomada as medidas cabíveis”, informou Bezerra. Ele detalhou que o caso foi denunciado na última terça-feira, dia 20, por uma adolescente de 14 anos. A assistente social Eugênia Fonseca, que acompanhou o caso desde o início, explicou que a garota deu entrada no hospital para ser submetida a uma cirurgia de curetagem, para retirada do feto morto do útero em decorrência de um aborto espontâneo. Conforme ela, após a cirurgia, enquanto aguardava transferência à enfermaria, o médico teria se aproximado da paciente, chamando-a por Ingrid, nome que não é o mesmo da jovem. De acordo com o relato da garota, o médico teria aproximado as mãos da menina para acariciar a partes íntimas do acusado.
O fato teria ocorrido no momento em que os dois permaneceram a sós no local. Segundo Maurício Bezerra, normalmente, paciente não ficam a sós com médicos após procedimentos cirúrgicos. O caso foi apresentado inicialmente ao responsável pelo plantão no bloco cirúrgico. Em seguida, a menor foi encaminhada para atendimento no Propaz, órgão situado anexo à Santa Casa, responsável por atender exclusivamente crianças e adolescentes vítimas de crimes sexuais. Foi então que a denúncia foi apresentada à unidade da Polícia Civil, vinculada à Data, instalada dentro  do Propaz. A delegada Aline Holanda tomou inicialmente os depoimentos da jovem e da mãe dela. Ouviu ainda relatos de enfermeiras que se encontravam no hospital no momento do atendimento à garota. Segundo a delegada, nenhuma pessoa testemunhou o fato e não houve penetração na vítima.
O acusado foi autuado em flagrante com base na nova lei de crimes contra a dignidade sexual. Ele foi ouvido em depoimento e negou ter cometido o crime. Disse ainda que em momento algum ficou sozinho com a vítima. O médico foi  submetido a exames toxicológicos e foi enquadrado no crime de estupro de vulnerável. Após isso, Mauro foi conduzido ao Presídio Estadual Metropolitano, em Marituba, onde esta recolhido à disposição da Justiça. A delegada Socorro Maciel enfatizou que serão feitas investigações mais detalhadas para que se chegue à verdade dos fatos. Maciel ponderou que não houve divergências nos depoimentos colhidos da mãe e da filha. Ao todo, quatro enfermeiras, sendo que uma não estava no bloco cirúrgico, também foram ouvidas. Elas afirmaram que seria impossível a adolescente ter ficado sozinha com o médico no bloco cirúrgico, pois sempre há  uma enfermeira de ronda no setor.

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