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sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Após vistoria, bombeiros podem liberar Mangueirão até quarta-feira

O Corpo de Bombeiros Militar pode liberar o Estádio Olímpico do Pará (Mangueirão) até a próxima quarta-feira (09), quando forem concluídos os laudos da vistoria realizada na manhã desta sexta-feira (4). Segundo tenente-coronel Daniel Rosa, coordenador do serviço de vistoria nos estádios do Pará, o Mangueirão obteve uma licença de funcionamento quando a obra foi concluída, em 2002, e agora os trabalhos visam conferir a operacionalidade dos serviços de combate a princípio de incêndio e controle de pânico.
"O nosso trabalho aqui é conferir se o estádio está de acordo com a legislação federal que dispõe sobre as normas de segurança", informou o coronel. A vistoria contou ainda com representantes do Ministério Público do Estado e Federação Paraense de Futebol (FPF). A Polícia Militar fará sua parte na vistoria na segunda-feira (7).
Para o coronel Antônio Carlos Nunes, presidente da FPF, o momento é de expectativa. Ele disse estar na condição de torcedor e, como tal quer ver o estádio liberado para o clássico Remo e Paysandu, programado para o dia 13 deste mês.
Esforço - Christian Costa, secretário adjunto da Secretaria de Estado de Esporte e Lazer (Seel), ressaltou que o governo recebeu o estádio em péssimas condições, mas não está medindo esforços para a reabertura. Seis frentes de trabalho realizam obras de engenharia civil, manutenção, segurança, eletricidade, hidráulica e no gramado.
O promotor Marco Aurélio Nascimento, da Promotoria de Defesa do Consumidor do MPE, disse reconhecer o esforço do governo, acrescentando que se não houver nenhum contratempo, o Mangueirão poderá ser reaberto para os torcedores. "Encontramos ainda algumas pendências, mas nada que não possa ser resolvido com brevidade. Queremos garantir o acesso do torcedor ao estádio com segurança", afirmou.
A comissão vistoriou os espaços internos, como vestiários, túneis, rampas de acesso e gramado. O grupo também inspecionou os pilares de números 40 e 41, onde há os chamados pontos críticos provocados por corrosão e falta de manutenção.
Estrutura física - Sobre os pilares, os engenheiros civis Paulo Barroso e Nagib Charone já entregaram o resultado de um estudo técnico realizado no mês passado, segundo o qual a estrutura física não está comprometida. Mas eles recomendam serviços de reparos, para evitar que determinados problemas se agravem. "De qualquer forma, nós vamos esperar pela avaliação dos bombeiros. Uma alternativa viável seria liberar parcialmente o estádio para o jogo do Remo e Paysandu", disse o presidente da FPF.
A vistoria realizada na manhã desta quarta-feira atendeu a um pedido especial da Seel, visando ganhar tempo caso a inspeção recomendasse obras e serviços que ainda não estavam sendo executados no estádio.
De acordo com Christian Costa, a vistoria foi positiva do ponto de vista operacional, pois a Seel conseguiu aumentar o prazo para resolver as pendências. Ele agradeceu a participação das equipes, com destaque para a FPF e o Ministério Público, que conseguiram antecipar a vistoria no estádio. "Quem ganha com isso é o torcedor paraense. Nós estamos realizando uma força tarefa com várias frentes de serviço, para a reabertura do Mangueirão", declarou.
Reabertura - A reabertura do Mangueirão ainda depende da avaliação dos itens de segurança, a cargo da Polícia Militar, e de saúde, feita pela Vigilância Sanitária. Os dois órgãos devem fazer a vistoria na próxima segunda-feira, complementando o trabalho. Por parte do Corpo de Bombeiros, a liberação pode sair até a próxima quarta-feira, data de conclusão do trabalho dos demais membros da comissão.
O Ministério Público foi representado pelos promotores Marco Aurélio Nascimento, de Defesa do Direito dos Consumidores; Nilton Gurjão, da Promotoria do Meio Ambiente e Urbanismo, e Domingos Sávio, dos Direitos Constitucionais, além da engenheira civil Maylor Lêdo, e do arquiteto Ricardo Gil, ambos da Câmara Técnica do MPE.(Ascom/Seel)

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