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sábado, 12 de fevereiro de 2011

Evasão cresceu 60% na UFPA em um ano

Um estudo realizado pelo “Instituto Lobo para o Desenvolvimento da Educação, da Ciência e da Tecnologia”, em São Paulo, mostrou que nos últimos dez anos a evasão universitária brasileira manteve uma média de 21%. O número corresponde a cerca de 900 mil estudantes que abandonaram as salas de aula do ensino superior. 
No Pará, a média de evasão também tem sido significativa. Nos últimos dez anos, somente na Universidade Federal do Pará (UFPA), 8.853 estudantes deixaram de estudar na instituição.
Os motivos são variados: desistência, prescrição, jubilamento ou falecimento. “Quando o aluno desiste, não temos o que fazer. Porém, quando ele apresenta outras justificativas para não poder continuar cursando, nós tentamos manter a inscrição dele na universidade, mas isso depende de vários fatores”, explicou o diretor do Centro de Indicadores de Registros Acadêmicos da UFPA, Aloísio Barros.
MOTIVO
No caso da estudante Paula Viviane Maia, de 24 anos, um dos principais motivos para abandonar a UFPA, onde chegou a cursar Arquitetura durante um ano, foi o que ela classificou de “falta de organização da instituição”. “Às vezes, não tinha aula, um professor faltava ou até mesmo não achavam a chave da porta da sala de aula”, ressaltou. Como Paula também cursava Administração em uma faculdade particular, optou por continuar o estudo pago, que, segundo ela, “é mais organizado”. 
Em um ano (2009/2010), houve um acréscimo de 60% de evasões na UFPA. “Essa evasão se deu principalmente em função de outros processos oferecidos pelo governo, como o ProUni, que não permite que o aluno fique vinculado a um órgão público”, disse Barros.
Outro fator que também contribuiu para o aumento de desistência foi a lei que proíbe que uma mesma pessoa ocupe duas vagas simultaneamente em instituições públicas de ensino superior. 
Para evitar que o número de desistências aumente ainda mais, a UFPA faz um monitoramento e acompanhamento através do Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) dos alunos.
“Quando nós percebemos que o aluno não irá voltar para o curso, nós cancelamos a matrícula dele e reservamos vaga para fazer um novo processo seletivo chamado de vestibulinho”, ressaltou. Segundo ele, nos dois últimos vestibulinhos realizados pela instituição foram ofertadas cerca de 600 vagas em cada um (Diário do Pará)

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