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sábado, 5 de fevereiro de 2011

Professores viram reféns da insegurança

No inicio da tarde da última quarta-feira (02), um homem armado invadiu a Escola Estadual Ulysses Guimarães, localizada na Av. Gov. José Malcher, no centro de Belém, após entrar na escola, que não possui nenhum controle de entrada e saída, o assaltante se dirigiu a sala dos professores, onde cerca de 7 docentes trabalhavam na correção das provas, quando foram surpreendidos pelo homem armado. O assaltante mostrou a arma para os professores e chegou a fazer ameaças, caso houvesse algum tipo de alarme (gritos) ele atiraria. Os funcionários não reagiram e entregaram os objetos de valor que possuíam como: Câmeras digitais, celulares, Notebook, dinheiro e jóias.
 Sem nenhuma suspeita, a porteira disse que depois de 30 minutos o rapaz saiu de forma tranquila, da mesma maneira como entrou. “Eu nem imaginava, ele saiu andando daqui tranquilamente, só depois de uns três minutos é que os professores saíram da sala e vieram até a portaria para tentar correr atrás dele”, informou. No momento do assaltado nenhum aluno encontrava-se na escola.
Em reunião na última quinta-feira (03) os professores da instituição decidiram paralisar suas atividades até que a Secretária de Estado de Educação (SEDUC) proporcione aos docentes a segurança necessária para a realização de seus trabalhos. Cadê a Seduc?
O lamentável episódio não passou despercebido nos meios de comunicação: TV Liberal (link ao vivo para o Jornal Liberal 1ª Edição), TV Record, TV RBA, Globo News, Record News,  Jornal O Liberal, Jornal Diário do Pará, Amazônia Jornal, Folha de São Paulo, Blog do Lucas Nogueira, DOL e Portal Orm fizeram questão de noticiá-lo, afinal este não é um caso isolado e pela 2ª vez em menos de 1 ano o Ulysses Guimarães passa pela mesma situação.Em agosto de 2010, dois assaltantes armados invadiram a escola no momento da entrada dos alunos do turno da manhã, cerca de 250 alunos presenciaram o assalto de um funcionário da escola. O funcionário encontra-se de beneficio, pois não se recuperou do trauma e não voltará mais para a escola. Não tem porteiros, ronda escolar e a terceirizada realiza um péssimo serviço, até quando? Será necessária uma vítima fatal?

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