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terça-feira, 29 de novembro de 2011

Pará receberá R$ 130 bilhões até 2016

Até 2016 o estado do Pará receberá R$ 130 bilhões em investimentos. A maior parte destes recursos é proveniente da iniciativa privada e deverá gerar mais de 160 mil empregos. A região de Carajás ficará com pouco mais de R$ 68 bilhões, que representa 53% do total de investimentos previstos para o período de 2012 a 2016. O projeto S11D, da Vale, está entre os maiores recursos a serem aplicados no Pará, serão R$ 24 bilhões para duplicar a produção do minério de ferro.
Dos 49% restantes do volume de investimentos, 24% serão aplicados em projetos desenvolvidos na região da Grande Belém e os outros 23% na região de Tapajós. A usina hidrelétrica de Belo Monte, com um orçamento previsto de R$ 30 bilhões, será um dos grandes investimentos que deverá alavancar a economia do oeste paraense.
O levantamento dos investimentos previstos para os próximos cinco anos, reunidos na 3ª edição do guia Pará Investimentos 2012-2016, é da Federação das Indústrias do Estado do Pará (Fiepa), que por meio da Rede de Desenvolvimento de Fornecedores do Pará (Redes), conseguiu identificar o volume de recursos por região, além da carência do estado por mão de obra qualificada.
A nova edição do Pará Investimentos será lançada nesta quarta-feira (30) na sede da Fiepa. Na ocasião, o programa da federação Redes, antigo Programa de Desenvolvimento de Fornecedores (PDF), apresentará sua nova marca. 
Segundo o presidente da Fiepa, José Conrado Santos, o setor produtivo sentiu essa necessidade de identificar o volume de investimentos a serem aplicados no estado para preparar as empresas locais, de forma que elas possam vir a se tornar fornecedoras dos projetos. “Esta nova publicação nos indica o cenário de crescimento que o estado está vivendo, o que facilita que possamos organizar um processo de qualificação das nossas empresas para que elas se tornem fornecedoras e se beneficiem destes investimentos. Nossa intenção é que os recursos sejam internalizados, promovendo o desenvolvimento do Pará”, ressaltou Conrado.
A internalização dos investimentos provenientes dos grandes projetos da iniciativa privada já vem acontecendo no estado. Nos últimos dez anos, o volume de compras e serviços contratados pelos grandes projetos das empresas paraenses aumentou de R$ 173 milhões, em 2000, para R$ 4.125 bilhões no ano passado. “Em 2010 o Programa de Desenvolvimento de Fornecedores, atual Redes, registrou o maior volume de negócios feito no Pará nos últimos anos. Do total de compras pelas empresas mantenedoras do PDF, 47% foram negociados com empresas locais”, enfatizou.
Além de contribuir para a internalização dos investimentos, a nova edição do guia destaca a demanda crescente do estado por mão de obra qualificada, um dos principais gargalos para o crescimento da produção. “Diante deste cenário de crescimento e de alta demanda, é possível visualizar muitas oportunidades e desafios na preparação da mão de obra. Por isso esta publicação é tão importante. Ela nos indica o verdadeiro mapa de crescimento, identificando, por região, como se dará a demanda por mão de obra qualificada e possibilita que a administração publica possa investir de acordo com as reais necessidades”, justificou o presidente da Fiepa.
Após a análise dos projetos de investimentos mapeados, a Fiepa, por meio da Redes, chegou a conclusão que a maioria deles demandará o maior volume de mão de obra no ano de 2014, quando várias frentes de trabalho estarão atuando de forma simultânea.
Para tentar suprir a demanda, a federação das indústrias entende que 2012 e 2013 deverão ser os anos de pico de treinamentos para que a mão de obra esteja preparada no ano de maior demanda.
De acordo com o presidente da Fiepa, o detalhamento dos investimentos para os próximos cinco anos indicam que os desafios serão tão grandes quanto as oportunidades. Conrado ressaltou que é preciso mitigar os gargalos da produção para que as oportunidades possam ser sentidas por todos os paraenses. “Não basta somente sermos alvos destes grandes investimentos, precisamos também fazer a nossa parte e investir em infraestrutura de retaguarda para dar sustentação ao forte processo de crescimento que se avizinha. A viabilização logística de menor custo é um exemplo do que é preciso ser feito para a internalização dos investimentos”, concluiu.(Ascom Fiepa)

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